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Caríssimos e caríssimas, estivemos fora do ar por falta de tempo, creiam-me. Hoje veno pedir desculpas pelo "longo e tenebroso inverno" em que esse Podcast ficou sem atualizações e iniciar uma de minhas decisões de fim-de-ano: retomar o podcast.

2011 traz um clima de promessas e estímulos que espero se reflita em novos epsódios repletos de boa música que reacenda boas recordações em seus corações e mentes. Eis-me, pois, retomando este espaço virtual e fazendo uma das coisas que me dá muita satisfação. E prometo trazer o melhor do meu baú musical nacional e internacional.

Quando eu era menino lá em Nova Iguaçu (RJ), próximo de 1960, ouvi pela primeira vez o Uirapuru e Leva Eu Sodade. Embora criança percebi a sedução das canções, e o vozeirão de Noriel Vilela e a maravilhosa harmonia vocal do grupo ficaram marcadas indelevelmente na minha lembrança.

O sucesso do grupo foi instantâneo e estrondoso. Mas, quando estavam se preparando para uma turnê pela Europa Noriel morreu, e o grupo conhecido como "Orgulho musical do Brasil" se viu sem sem principal elemento. Até que um dia, por mero acaso, encontraram num bar alguém com uma voz de baixo profundo, como Noriel. Seu nome: Geraldo, e desde então é sua voz muito grave que nos encanta.

Me entristece, no entanto, perceber que esses magnifico grupo vocal não aparece com frequencia em nossas rádios e programas de TV, como tantas porcarias sonoras que inundam nossa cultura musical.

Aqui vou matar a "sodade" dessa época postando o Uirapuru.
Na próxima colocarei "Leva Eu Sodade". Curtam e se deleitem com Os Cantores de Ébano.

UIRAPURU

Uirapuru, uirapuru,
Seresteiro, cantador do meu sertão,
Uirapuru, ô, uirapuru,
Tens no canto as mágoas do meu coração.

A mata inteira, fica muda ao teu cantar,
Tudo se cala, para ouvir tua canção,
Que vai ao céu, numa sentida melodia,
Vai a deus, em forma triste de oração.

Refrão

Se deus ouvisse o que te sai do coração,
Entenderia, que é de dor tua canção,
E dos seus olhos tanto pranto rolaria,
Que daria pra salvar o meu sertão.

Uirapuru, uirapuru,
Seresteiro, cantador do meu sertão,
Uirapuru, ô, uirapuru,
Tens no canto as mágoas do meu coração

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Pessoal, é com satisfação que faço a postagem da canção "Margarida", que foi vencedora do II Festival Internacional da Canção Popular, em 1967. Ela apareceu pela primeira vez no disco do Grupo Manifesto, cantada por seu autor, o bahiano Gutemberg Guarabyra, que integrou o trio Sá, Rodrix & Guarabyra.

Gosto muito desta canção também porque Margarida é o nome de minha saudosa mãe, que viveu e morreu como uma flor, uma margarida que era. Espero que curtam!

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João Batista do Vale, compositor e cantor maranhense nasceu em Pedreiras, em 11/10/1934, e se foi "na asa do vento" em em 6/12/1996. Morreu em São Luiz (Ma) e está enterrado em sua terra natal, Pedreiras.
Era muito querido por artistas como Chico Buarque, Nara Leão, Zé Kéti, Edu Lobo, e foi sua canção "Carcará" que lançou Maria Betânia. Deixou mais de 400 canções com letras fortes, com cheiro de terra e contagiantes, mas que muita gente desconhece serem de sua autoria, como Carcará, Pisa na fulô, Peba na Pimenta, Na asa do vento, A voz do povo, Canto da Ema, Sina de caboclo, “Coroné” Antonio Bento.

Segundo Ferreira Gullar ele é "uma das figuras mais importantes da música popular brasileira" (Confira em http://memoriadeiguana.wordpress.com/2007/12/05/joao-do-vale). João chegou ao Rio de Janeiro em 1950 e trabalhava como pedreiro. Por cerca de 20 anos morou numa casa humilde em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em 1979 concedeu uma entrevista para a Revista Equipe, do meu amigo Arthur Cantalice, onde colaborei uns tempos como cartunista e ilustrador. Certa ocasião fui apresentado a João do Vale, de quem guardo viva lembrança.

As fotos são da capa da Revista Equipe, com uma caricatura de João do Vale feita pelo Coutinho, e de João e família em sua modesta casa, durante a referida entrevista.
Nesta postagem trago uma das músicas que gosto mais: "Na asa do vento". Espero que curtam.

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Bem, gente, peço desculpas por estar bastante atrasado com as postagens neste meu precioso espaço de partilha e interação virtual.
A música brasileira de qualidade sempre contribuiu para marcar uma determinada época: Chorinho, Bossa Nova, Jovem Guarda, os Festivais etc. Hoje, o que temos ouvido no rádio e na TV dispensa comentário. Por isso, estou lançando o Selo BOSSA SIMONAL, para aqueles que apreciam a boa música brasileira e curtem este grande e inesquecível artista, colarem em seus sites e blogs. Espero que sirva para resgatar a memória Wilson Simonal entre os jovens que não conhecem seu enorme talento e swingue.
Ah, gostaria de postar uma das músicas prometidas, como "Margarida", mas ainda não foi dessa vez!

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Um aperitivo para quem curtiu os velhos festivais do final da década de 1960. Dentre minhas raridades em vinil selecionei essas duas, de 1967 e 1968. Por enquanto postarei somente as capas dos LPs. Depois teremos algumas canções, como Margarida e Modinha. Franz

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“Nem vem que não tem”, de Carlos Imperial, lançou oficialmente a Pilantragem (veja no post abaixo), Foi feita sob medida para o jeitão suingado de Wilson Simonal (26/02/1939 – 25/07/2000). Ouça e confira.
* Simonal é o exemplo mais marcante e vergonhoso de como no meio artístico existe muita inveja, ódio e hipocrisia. “Permaneceu injustiçado durante todo o resto de sua vida. Negro, de origem humilde, era um gigante como cantor” (extraído do endereço www.freakium.com/edicao8_chicodom.htm) e toda homenagem que lhe prestarem ainda será pouca. Leiam também o texto de Chico Anísio honrando-lhe a memória, embora tardiamente! (em http://www.literario.com.br/chicoanisio/chico16.htm. Simonal deixou um espaço na boa música brasileira que nunca será preenchido. Franz.

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O texto abaixo é de Carlos Imperial e foi retirado do LP PILANTRÁLIA - Carlos Imperial e a Turma da Pesada (1968). MÚSICAS:
LADO A: Atira a primeira pedra – Está chegando a hora; Esperança; Parabéns pra você – Cidade Maravilhosa; Bye Bye – Sá Marina – Timidez – Você Joga a rede no mar; Mamãe passou açúcar ni mim – O bom – Nem vem que não tem; Hino do América - Hino do Flamengo – Hino do Fluminense – Hino do Botafogo.
LADO B: Meu Limão meu limoeiro – Peguei um Ita no Norte – Cabeça Inchada; Vesti azul – Uni-Du-Ni-Te – De como um garoto apaixonado perdoou por causa de um dos mandamentos – Carango; Laço de Fita; O adeus; Pilantrália.

NASCIMENTO, MUDANÇAS E APOGEU DA PILANTRAGEM (C. Imperial)
O negócio aconteceu assim: Simonal me pediu pra inventar uma nova jogada. Sugeri então transformar o samba em compasso quarternário, pois assim o cantor ficaria mais à vontade pra se mostrar. Bolamos o estilo e eu compus então a porimeira música de Pilantragem: “Mamãe passou açúcar ni mim”. Peruzzi foi chamado e bolamos que, como o Iê-Iê-Iê estava na onda, o negócio tinha quye ser com guitarras. Criamos então o Samba-Jovem e nos definíamos: “Batida de samba e molho de Iê-Iê-Iê. Ai entra o César Camargo Mariano na jogada com o seu Som 3 e começou a bolar novos arranjos. Nonato Buzar, amigo antigo e compositor de música tradicional, juntou-se a mim para fazermos músicas juntos. Fizemos “Carango”, que Buzar achava horrível e deprimente. Um dia propôs-me: “Se você acha que a música é realmente sensacional e que vai dar muita grana, me dá 100 contos agora que ela fica sendo só sua”. Foi um custo para convencê-lo de que o samba-jovem ia dar pé. Quando “Carango” estourou e Buzar recebeu uma grana violenta como meu parceiro, foi correndo para casa e jogou fora todas as músicas sertanejas e dias depois veio a safra de “Uni-du-ni-tê”, “Vesti azul”, etc.
Eu, Simonal e César Camargo Mariano trabalhávamos juntos na TV Record e a palavra que mais usávamos era Pilantragem. Tudo era Pilantragem e resolvemos oficializar a mudança do nome de Samba-Jovem para Pilantragem. Eu compus então, “Nem vem que não tem”, cuja letra define bem o sentido da Pilantragem. César Mariano fez os arranjos (Toninho na Bateria e Sabá de Baixo pra dar o molho) e Simonal gravou como se estivesse tomando banho: completamente à vontade. No início da música, Simonal, com aquela voz de Pila (falar com os lábios fazendo bico) disse: “Vamos voltar à Pilantragem. Estava definitivamente lançada a Pilantragem como música, arranjo e filosofia (veja letra de “Nem vem que não tem”). Pilantragem é a apoteose da irresponsabilidade consciente. Carlos Imperial

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TEM DÓ! Composição de Vinicius de Moraes e Baden Powell, tem uma letra enxuta e direta, bem no estilo machista de Vinicius, mas a música que Baden Powell fez pra ela diz exatamente o contrário: é lamentosa e implorativa, como o coração apaixonado, desiludido e só .
Para mim, a melhor o melhor registro dessa pérola da MPB foi feito por Tim Maia, the Big, que com seu estilo soul e seu fantástico recurso vocal lhe empresta um colorido único. Curtam, meus caros!

Mais sobre o Tim na URL a seguir

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Stormy Weather foi escrita em 1933 e virou um musical hollywoodiano em 1943, pela 20th Century Fox. O filme foi um grande sucesso, principalmente considerando-se que naquela época era muito raro artistas negros aparecerem.
Das 32 versões que possuo, escolhi esta gravação de Sarah Hamer, numa batida de puro jazz. Curtam!

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